domingo, 29 de maio de 2011

Arte de Pensar


Ponho-me em silêncio exacerbado
Vejo que estou calado, parado
Suspiro fundo e pressinto
Que estou pensando sobre o pranto.

Pensar não me faz filósofo
E sim a arte de pensar, por si só
Pensar sobre a vida e o antes
Pensar sobre a morte e o depois.

A lua encanta-me profundamente
Canta-me cada canção de amor feita
E em cada sentimento que me faz
Penso: porque não me traz?

Sobre pressão do mundo nas costas
Vejo que cada respirar é como gritar
Em silêncio, porque ninguém te ouve
Ninguém deve me ouvir, pois não digo nada.

Não digo, faço mais que isso, escrevo
Não pode ser disfigurada minha intenção
Nem minha paixão, porque é sim e assim será
Nada pode mudar, só eu, só o meu pensar.

E pra encerrar o assunto de pensar
Quero que vocês saibam o que é,
Apenas ponderar o que se pode ponderar
Nada mais do que balançar sobre equilíbrio.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Caçador de Mim


Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

(Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Yasmin


Eu subi o mais alto que pude
Para ver o sol
Ele não estava lá
Encontrei algo melhor

Quando a noite caía você surgia
Era tudo o que eu queria
Palavras são ditas no silêncio de um olhar
E um olhar são palavras que não podem ser ditas

Eu roubaria a lua por você
Eu roubaria o sol do céu pra você

Yasmin seus olhos me dizem o que não estão em suas palavras
E a vida é curta pra se viver
O amor é a chama que acende até debaixo d'água
Yasmin é a luz do meu viver

Seu sorriso é a luz que surge
Quando tudo é escuridão
Como as estrelas que brilham
Quando você está no chão

Sente-se ao meu lado para ver a lua
Ela não veio até aqui à toa

Uma noite pra conhecer-te
Uma eternidade pra esquecer-te

Yasmin
Nos meus olhos
Yasmin
No meu coração
Yasmin...

Garotos Não Choram


Eu digo que garotos não choram
Porque sou garoto e nenhuma lágrima cái
Já sou quase homem e preciso suportar
Me portar, como quem um dia crescerá.

E a dor que vem e vai, não me matará
Talvez, amanhã, eu morra, ou não, quem sabe
Ninguém sabe aliás, me faz chorar
Por um minuto, logo eu que não choro.

Amor meu, estou debaixo de seus olhos
Para segurar todas as suas lágrimas
Já que garotos, como eu, não choram
Peço apenas que não veja meu pranto.

Percebo então que a piada sou eu
Vivendo sorrindo sem motivo nenhum
E quando tenho algum, acordo pro hoje,
Perco de vez o ontem que me fazia sorrir.

E quando digo que garotos não choram
Eu digo com certeza de quem não chora,
De quem não se deixa levar por sofrimento,
De quem realmente mente pra si mesmo.

Silêncio das Estrelas


Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, feito estrelas que brilham em paz, em paz...

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais...

(Lenine/Dudu Falcão)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Poesias de Paulo Leminski


RAZÃO DE SER

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?


ATRASO PONTUAL

Ontens e hojes, amores e ódio,
adianta consultar o relogio?
Nada poderia ter sido feito,
a não ser o tempo em que foi lógico.
Ninguém nunca chegou atrasado.
Bençãos e desgraças
vem sempre no horário.
Tudo o mais é plágio.
Acaso é este encontro
entre tempo e espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais um poema que faço?



Eu

eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora

quem está por fora
não segura
um olhar que demora

de dentro de meu centro
este poema me olha.



Bem no Fundo


No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

domingo, 8 de maio de 2011

Mãe


Neste dia tão sublime,
Que os bons filhos nunca se esquecem,
Um pequeno gesto nobre,
Para aquela que merece.

Mudanças, fortes
explosões de estrelas em seu ventre,
Somente você tem mágicas para fazer,
Assim à vida a nós trazer,
Mãe, somente você é fantástica!

Mãe, sinônimo da criação,
A flor do vale, rosa de Sharon,
Mãe, ser seu filho é um privilégio,
Que carrego dentro do peito.

Por quanto os anos passam,
E do seu amor aproveito,
Vou cantando todo dia,
O nosso “amor perfeito”

Mãe, matriz geradora da vida,
Mãe, a fonte sublime do amor,
Mãe, de todos os homens,
Mãe, do Nosso Senhor.

Mãe te amo de coração,
Sou seu rebento mais velho,
O galho, que saiu primeiro,
Por isso te faço primaveras,
com meu amor verdadeiro.

(Gilberto Fernandes Teixeira)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

(Chico Buarque)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Desvarios


Voltando pelo caminho de estrelas...

Ruas desertas,
Verdes musgos sobre a calçada.
Cresce, cresce...
No peito um sentimento!
Vejo em volta.
Tudo que prende e não solta,
Como seu beijo tão desejado
E não provado.

Você é...
Tão perfeita, um escândalo aos meus olhos
O tempo não para
A vida não anda
Os velhos adjetivos retornam
E eu só peço que seja como nunca foi...
Nada se compara.

A tarde azul por qual me derramo,
Olhos verdes pelos quais aclamo
Um desejo tão quente e ardente!

No fim da noite, em prantos
Me lembro dos teus encantos
Em carícias pretendidas por mim!

E por fim o relógio diz que falta pouco...

Quando não tive nada
Teu nome ecoou e tudo pude fazer
Para impedir, não quis
Quis que fosse assim
E dane-se tudo se não quiser 'sim'
Não posso mudar, mas posso lutar.

Amar são desvarios da razão.

domingo, 1 de maio de 2011

Dúvidas


Amo porque preciso ou porque sinto?
Amor é sentimento ou razão?
Amor é invenção do ser humano
Ou realidade?
O amor a gente inventa ou ele inventa a gente?
Amor está sobre tudo ou tudo está sobre ele?
Quem diz que ama, diz porque ama
Ou ama porque diz?
Perguntas são feitas para serem respondidas
Ou para levar-nos para algum lugar?

Deus existe ou é invenção do ser humano
Para ganhar confiança e esperança?
A morte é a vida que vivemos
Ou a vida que vamos viver?
Há vida após a morte ou sumimos pra sempre?
Pensamos que pensamos ou somos controlados para pensar?
Somos donos dos nossos narizes ou há alguma força maior
Que controla tudo que sentimos e fazemos?
Coincidências existem ou tudo faz parte um plano maior?
Controlamos o mundo?

Isso que faço é por querer ou sou mandado indiretamente?

E a dor? Ela existe ou inventamos também?
Somos donos de escolhas? Ou pensamos que somos?
Somos o que pensamos ser?
Ser é o que faz existir ou antes disso o pensamento?
O pensamento é o que faz existir? Então penso logo existo.
Existo porque penso ou porque penso que existo?

Dúvidas existem para crescer ou diminuir-nos?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vossa Excelência - Dona Morte


Morte amada e desejada por muitos
Venha enquanto penumbro na noite
E todos os medos estão na carne
Para que eu possa saciar-te.

Quero sua face sombria junta a minha
Quero seu pavor junto ao meu amor
Quero tudo que a senhora não oferece
Para que eu possa oferecer-te.

Morte suave e tempestuosa,
Traga seu manto negro e sua foice
E todas as lágrimas que caíram,
Para que eu possa emocionar-me.

Quero seus momentos de paixão
Quero sua vida escrita na pele
Quero suas lembranças da infância
Para que eu possa igualar-me.

Morte, dona de tudo que não há
Dona de mim, de ti e de quem virá
Saiba que até mesmo nos dias de luz
Sua preciosa tarefa é que mais me seduz.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pedaços


Ontem, no vento, seu nome voava
Hoje, no passado, seu nome permanece
Pra sempre, pra todo o momento
Da vida de quem vive agora!

Aliás, a vida só se vive agora
O futuro não se vive, sonha-se com ele
Porém, nada temos dele, mentiroso
Nos enlouquece, entristece, mata-nos!

Pergunta-me! Quando esquecerei tua voz?
E responderei-te - NUNCA!
Chorando sem um amanhã, em pedaços
Sentindo sua falta, tudo é saudade!

Poeira é o condinome do que era 'nós'
Um 'nós' que nunca existiu...
Faz-me sonhar com dias perdidos,
Uma fantasia jogada ao acaso.

Pensamentos confusos, auto-estima baixa
E os pensamentos são em tua direção, que coisa
O único que consquistou e desistiu,
O gosto sempre será o mesmo, na memória...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Música


Gritos ecoaram junto com o campasso
Batidas se formaram ao longo do passo
Em que dava, por dar, surgia então
O que mais tarde chamariam de canção.

Por algum motivo sem razão ou paixão
Aqueles movimentos tomaram conta
Do meu coração, nobre ilusão,
Alimentei-me disso, um feitiço!

Deuses choravam enquanto eu cantava
Minha doce hamornia, tanto sorria,
Que pus-me a chorar, lamentar,
Quanto tempo perdera longe do lar...

Tudo isso crescia e crescia
Nem tão pouco descia, se quer
Um pequeno girassol não se apaixonava
Quando minha música era cantada!

A lua e as estrelas vieram cumprimentar-me
Pela obra grandiosa que fizera-me, rei
Entre judeus e ateus, reinou minha vontade
Já entre os contras... reinou minha maldade!

Porque fiz isso? Me pergunto...
Tantas coisas chegaram a mim
Já hoje não posso, não devo
Nem mesmo citar minha história de mentiras, sem rimas.

Viva a Vida


Eu costumava dominar o mundo
Oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho
Varro as ruas que já foram minhas

Eu costumava jogar os dados
Sentir o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvir enquanto a multidão cantava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"

Em um minuto eu segurava a chave
No outro as paredes estavam fechadas contra mim
E eu descobri, que meus castelos se apoiavam
Sobre pilares de sal e pilares de areia

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando
Corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo estrangeiro

Por algum motivo eu não posso explicar
Desde que você se foi, nunca mais houve
Nunca houve uma palavra honesta
Isso foi quando eu dominei o mundo

Era o vento malévolo e selvagem
Derrubou as portas para me deixar entrar
Janelas estilhaçadas e o som de tambores
O povo não podia acreditar no que eu havia me tornado

Revolucionários esperam
Pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária
Oh, quem jamais desejaria ser rei?

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando
Corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo estrangeiro

Por algum motivo que não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará o meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
Mas isso foi quando eu dominei o mundo

Ouço os sinos de Jerusalém tocando
Corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo estrangeiro

Por algum motivo que não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará o meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
Mas isso foi quando eu dominei o mundo...

(Chris Martin)

sábado, 9 de abril de 2011

Canto Para A Minha Morte


Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida!

(Raul Seixas / Paulo Coelho)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chícara de Insanos


Tom de azul quando abro a janela
Sonho com tudo que está depois dela
E vejo a capela, pobre dela
Pouco alta quanto minha pequena janela.

Chega de janelas...

Tom de amarelo e branco na panela
Almoço ao meio-dia me lembra ela
Misturando a cor clara e singela
Formam-se olhos na minha panela.

Chega de panelas...

Tom de transparente no meu coração
Tudo sumiu, se foi com a canção
Mas mesmo assim necessito de paixão
Pra poder alimentar o coração.

Chega de corações...

Tom de negro na chícara de insanos
Pouco a pouco eu vejo alguns danos
Na lucidez, mostrem-me seus planos
Para que eu possa compreender vós, insanos.

Mais e mais insanos...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aqualung



Sentado em um banco de parque,
Olhando as garotinhas com más intenções
Ranho escorrendo de seu nariz
Dedos engordurados ensebando suas roupas rotas.
Hey Aqualung
Secando ao sol frio,
Assistindo enquanto as calcinhas frescas correm
Hey Aqualung
Sentindo-se como um pato morto
Cuspindo pedaços da sua sorte arruinada
Oh Aqualung

O Sol desponta frio
Um velho vagueia solitário
Passando o tempo
Do único modo que ele sabe
A perna doendo muito,
Enquanto ele se curva para pegar os restos de um lanche
Ele vai até o pântano
E esquenta seus pés.

Sentindo-se só,
O exército está pronto para a cavalgada
Salvação "à la mode" e
Uma xícara de chá.
Aqualung meu amigo
Não comece a ficar intranquilo
Seu pobre e velho apoio, você sabe, sou só eu

Você ainda se recorda
A geada nebulosa de dezembro
Quando o gelo que
Se grudava em sua barba
Estava gritando em agonia
E você lutava pelos seus últimos desesperados suspiros
Com sons de mergulhador de mares profundos,
E as flores desbrochavam
Como loucura na primavera.

O Sol desponta frio
Um velho vagueia solitário
Passando o tempo
Do único modo que ele sabe
A perna doendo muito,
Enquanto ele se curva para pegar os restos de um lanche
Ele vai até o pântano
E esquenta seus pés.

Sentindo-se só,
O exército está pronto para a cavalgada
Salvação "à la mode" e
Uma xícara de chá.
Aqualung meu amigo
Não comece a ficar intranquilo
Seu pobre e velho apoio, você sabe, sou só eu

Aqualung meu amigo
Não comece a ficar intranquilo
Seu pobre e velho apoio, você sabe, sou só eu

Sentado em um banco de parque,
Olhando as garotinhas com más intenções
Ranho escorrendo de seu nariz
Dedos engordurados ensebando suas roupas rotas.
Hey Aqualung
Secando ao sol frio,
Assistindo enquanto as calcinhas frescas correm
Hey Aqualung
Sentindo-se como um pato morto
Cuspindo pedaços da sua sorte arruinada.
Oh Aqualung...

(Ian Anderson / Jennie Anderson)

domingo, 3 de abril de 2011

Eu Só Quero Você


Não existem portas que não podem ser destrancadas
Não existem guerras que não podem ser vencidas
Não existem erros que não possam ser concertados ou canções que não possam ser cantadas
Não existem vantagens imbatíveis
Não existem Deuses confiaveis
Não existem nomes não nomeados
Devo dizer isto novamente?
Não existem sonhos impossíveis
Não existem costuras invisíveis
Toda noite quando o dia termina
Eu não peço muito
Eu só quero você
Eu só quero você

Não existem crimes não criminosos
Não existem rimas que nao rimem
Não existem gemeos identicos ou pecados perdoaveis
Não existem males incuraveis
Não existem emoções que nao possam ser destruídas
Uma coisa e você sabe que é verdadeira
Eu nao peço muito
Eu só quero você
Eu só quero você

Estou doente e cansado de estar doente e cansado
Eu costumava ir para a cama dopado
Acho que vou comprar água plástica
Eu acho que deveria ter casado com a filha de Lennon
Não existem metas inatingíveis
Não existem almas q não possam ser salvas
Sem reis e rainhas legitimas
Você sabe o que eu quero dizer?

Não existem verdades indicutíveis
E não tem fonte da juventude
Toda noite quando o dia termina
Eu não peço muito
Eu só quero você
Eu só quero você

(Ozzy Osbourne / Jim Vallance)

Sem Mais Lágrimas


A luz na janela é uma rachadura no céu
Uma escadaria até a escuridão, em um piscar de olhos
O amanhecer de lágrimas para aprender, que ela nunca vai voltar
O homem no escuro trará um outro ataque

Sua mamãe lhe disse que você não deveria falar com estranhos
Olhe no espelho e me diga se você acha que sua vida está em perigo,

Sem mais lágrimas

Outro dia passa assim que a noite se aproxima
A luz vermelha se acende para dizer que é hora de começar

Eu vejo o homem na esquina esperando, ele pode me ver?
Fecho meus olhos e espero ouvir o som de alguem gritando aqui

Sem mais lágrimas

É só o sinal dos tempos
Indo para trás em modo reverso
Ainda
É ele que ri por ultimo
É apenas uma mão no arbusto

Então agora que está acabado, podemos apenas dizer adeus?
Eu gostaria, eu gostaria
Eu gostaria de seguir em frente, fazer o máximo da noite
Talvez um beijo antes de te deixar desse jeito
Seus lábios são tão frios, Eu não sei mais o que dizer

Eu nunca quis terminar assim meu amor, minha querida
Acredite em mim quando digo que acho que estou me apaixonando aqui

Sem mais lágrimas

É apenas uma mão no arbusto.

(Ozzy Osbourne / Zakk Wylde / Randy Castillo / Michael Inez / John Purdell)

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Suficiente


Suficiência invade minha decência
O suficiente se torna transparente
A partir do momento em que você sente
E mostra tudo sem parenteses!

Inteligência foge da minha carência
Se torna banal e me torna um animal
Qualquer coisa que eu faça é um sinal
De que estou pedindo paciência.

Negligência faz parte da decadência
Um homem é fato a partir da dor
Nunca é evidência quando surgi amor
A vida nos faz adormecer e esquecer.

Experiência é sinônimo de vivência
O suficiente é o necessário da vida
Nunca é tarde pra voltar atrás
Nunca é cedo pra dizer jamais...

Vermillion


Ela pareceu vestida em todo o meu ser
Esticada através de minha vergonha
Todo o tormento e a dor
Escaparam completamente e me cobriram
Eu faria qualquer coisa para tê-la para mim
Apenas para tê-la para mim

Agora eu não sei o que fazer,
Eu não sei o que fazer
Quando ela me entristece

Ela é tudo para mim
O sonho não correspondido
Uma canção que ninguém canta
O inalcançável
Ela é um mito que eu tenho que acreditar
Tudo que necessito para fazê-la real é mais uma razão

E eu não sei o que fazer,
Eu não sei o que fazer
Quando ela me entristece

Mas eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim

Um bloqueio em minha garganta
Sufocante,
Rasgado em pedaços
Eu não serei, não
Eu não quero ser isso

Mas eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim
Eu não vou deixar isso crescer dentro de mim

Ela não é real
Eu não posso fazê-la real
Ela não é real
Eu não posso fazê-la real

(Allan Rock / Corey Taylor)

domingo, 20 de março de 2011

Sr.Otimismo


Eu estou saindo de minha "prisão"
E estava me saindo bem
Devo, devo estar tendo uma recaída
Porque eu quero isso tudo

Começou tudo com um beijo
Como foi terminar assim?
Foi apenas um beijo
Foi apenas um beijo

Agora eu estou caindo no sono
E ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando
Ela está dando um trago

Agora eles vão para cama
E meu estômago está doendo
E está tudo em minha cabeça

Mas ela está tocando seu peito, agora
Ele tira o vestido dela, agora
Me deixe ir embora

Porque apenas não posso olhar, está me matando
E tomando controle

Ciumes, tornando santos em mar,
Nadando por doentes canções de ninar
Sufocando em seus álibis

Mas é apenas o preço que eu pago
O Destino está me chamando
Abra meus olhos desconfiados
Porque eu sou o Sr.Otimismo

Eu estou saindo de minha "prisão"
E estava me saindo bem
Devo, devo estar tendo uma recaída
Porque eu quero isso tudo

Isto começou com um beijo
Como foi terminar assim?
Foi apenas um beijo
Foi apenas um beijo

Agora eu estou caindo no sono
E ela está chamando um táxi
Enquanto ele está fumando
Ela está dando um trago

Agora eles vão para cama
E meu estômago está doendo
E está tudo em minha cabeça

Mas ela está tocando seu peito agora
Ele tira o vestido dela agora
Me deixe ir embora

Apenas não posso olhar, isso está me matando
E tomando controle

Ciumes, tornando santos em mar,
Nadando por doentes canções de ninar
Sufocando em seus álibis

Mas é apenas o preço que eu pago
Destino está me chamando
Abra meus olhos desconfiados
Porque eu sou o Sr. Otimismo

Eu nunca...
Eu nunca...
Eu nunca...
Eu nunca...

(Brandon Flowers / David Keuning)

Homem de Sorte


Felicidade
Mais ou menos
É só uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
Oh minha, minha
Felicidade
Indo e vindo
Eu vejo você me olhando
Veja minha febre aumentando
Eu sei exatamente onde eu estou

Mas quantas esquinas eu tenho que virar?
Quantas vezes tenho que aprender
Todo o amor que eu tenho está em minha mente?

Bem, Eu sou um homem de sorte
Com fogo em minhas mãos

Felicidade
Algo em minha casa
Eu estou pelado
Sorrindo, Eu não sinto nenhuma desgraça
Com quem eu sou
Felicidade
Indo e vindo
Eu vejo você me olhando
Veja minha febre aumentando
Eu sei exatamente onde eu estou

Mas quantas esquinas eu tenho que virar?
Quantas vezes tenho que aprender
Todo o amor que eu tenho está em minha mente?

Eu espero que você compreenda
Eu espero que você compreenda

Eu tenho amor que nunca irá acabar

Felicidade
Mais ou menos
É apenas uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
Felicidade
Indo e vindo
Eu vejo você me olhando
Veja minha febre aumentando
Eu sei apenas onde eu estou
Oh meu, meu
Oh meu, meu
Oh meu, meu
Oh meu, meu

Eu tenho amor que nunca irá acabar
Eu tenho amor que nunca irá acabar
Não, não
Eu sou um homem de sorte

É só uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
É só uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
É só uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
Oh meu, meu
Oh meu, meu
É só uma mudança em mim
Algo em minha liberdade
Oh meu, meu
Oh meu, meu

(Richard Ashcroft)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Poesia ²


Quem me dera tudo fosse tão lindo
Como um simples fato de imaginação
Quem me dera tudo fosse tão triste
Como um simples quebrar de coração

E as coisas nunca serão as mesmas
No dia em que a poesia nascera
E os rios não terão o mesmo fluxo
No dia em que eu ti perdera

Aos parnasianos o meu encanto
De quem nunca morrerá sob a arte
Aos românticos o meu pesar
De quem nunca sofrerá sob a morte

Não me abandonará perante a solidão?
Não me crucificará perante a engratidão?
Quando os raios de sol deixarem o dia
Assim a lua trará minha noite de paixão

Palavras impensadas que afundam meu semblante
Na aurora da vida de um simples amante
Eu fui além do que alguém poderia chegar
E hoje estou apenas a clamar sobre o mar

Se foi todo o meu ar ao respirar profundo
Aos gritos que ouço das mortes do mundo
E no céu eu deitarei caladamente,
Que a poesia viva eternamente!

sábado, 12 de março de 2011

Entre mim e Entre você


Eu perdi amor
Amando algo que eu esqueci
O que aconteceu comigo?

Não me deixe dormir
Não me deixe esquecer
Quantas vezes eu direi para não me deixar?

Caindo sozinho
Porque você me deixou
Não quero respostas, não quero entender.

Não me entrego por pouco
Não me suponha perder
Vou até o fim do mundo por alguém.

Rimas ricas
Não fazem meu jogo
Não me deteste por ti colocar no fogo.

Amor idiota
Aonde está você?
Meu coração está queimando, mas aonde estão as cinzas?

E não há nada mais
Entre mim e entre você
Porque tudo sou eu e tudo é você?

Porque tudo sou eu e tudo é você?
Porque tudo sou eu e tudo é você?
Entre mim e entre você?

Iris


E eu desistiria da eternidade para te tocar
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é o mais próximo do paraíso que jamais estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que posso sentir é este momento
E tudo que posso respirar é a sua vida
E mais cedo ou mais tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu

E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo se parece como nos filmes
É, você sangra apenas para saber que está viva

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito pra não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu

(Johnny Rzeznik)

Leve Desespero


Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
É importante, todos me dizem
Mas nada me acontece como eu queria

Estou perdido, sei que estou
Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Então é outra noite num bar
Um copo atrás do outro
Procuro trocados no meu bolso
Dá pra me arrumar um cigarro?

Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Talvez se você entendesse
O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir

As paredes me impedem
Eu já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

quarta-feira, 9 de março de 2011

Lua


Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma

Você, lua
Quantas são as canções que ressoam
Desejos que através dos séculos
Marcaram o céu para chegar a você
Porto para poetas que não escrevem
E seguidamente perdem suas cabeças
Você que acolhe os suspiros de quem sofre por amor
E doa um sonho a cada alma
Lua que me olha agora, ouça-me

Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma

Você, lua
Que conhece o tempo da eternidade
E a trilha estreita da verdade
Faça mais luz neste meu coração
Este coração de homem que não sabe, não sabe

Que o amor pode esconder a dor
Como uma chama pode queimar-lhe a alma

Você, lua
Você clareia o céu e a sua imensidão
Nos mostra somente a metade que quer
Como quase sempre depois nós faremos
Anjos de argila que não voam
Almas de papel que se incendeiam
Coração como folhas que depois caem
Sonhos feitos de ar que desaparecem
Filhos da terra e filhos seus

Que sabe que o amor pode esconder a dor
Como a chama pode queimar-lhe a alma

Mas é com o amor que respira o nosso coração
É a força que tudo movimenta e ilumina!...

Apenas você consegue ouvir a minha alma, apenas você consegue ouvir a minha alma.

sábado, 5 de março de 2011

Só Pra Mim


Um passo para trás e estou repleto de luz no céu. Voando com todo tipo de ser existente e não existente, tentando explicar meu sentimento...
Eu peço sinceras desculpas, por errar, por falhar. Mesmo que não saibam o motivo, nem mesmo você, eu peço sinceras desculpas...
Eu vi a lua cheia quando era lua nova... de repente um frio sobe minhas costas, a lua está roxa... mil dias se passaram enquanto eu olhava pra ela, as 4 fases...
Velejando em uma noite, sendo eu, o mundo todo. Marte olhava pra mim com raiva enquanto eu tremia de medo... bruxas, diabos e elfos.
Minha casa está mais linda do que nunca, amigos... De repente o sonho se transforma em outro sonho, impossível de explicar.
Perdendo o controle totalmente. Já está perdido, já foi embora... você esteve em meus sonhos, acordava, sonhava e você não se desprendia...
Melancolia e cores góticas invadem meus dias, estou entorpecido, estou enlouquecendo...
Eu implorei pelo fim, mas mais e mais imagens vinham até mim... o céu era escuro, nuvens passavam rápido pelas estrelas e eu chorei...
Eu amo você!

terça-feira, 1 de março de 2011

Reabilitação


Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou...

Prefiro ficar em casa com Ray (Charles)
Não posso ficar 70 dias internada
Por que não há nada
Não há nada que possam me ensinar lá
Que eu não possa aprender com o Sr. (Donny) Hathaway

Não aprendi muito na escola
Mas sei as respostas não estão no fundo de um copo

Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou

O cara disse: "Por que você acha que está aqui?"
Eu disse "não faço idéia
Eu vou, vou perder meu amor
Então eu sempre mantenho uma garrafa por perto"
Ele disse "acho que você só está deprimida,
Me dê um beijo aqui, amor, e vá descansar"

Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber

Eu não quero beber nunca mais
Eu só oh, só preciso de um amigo
Não vou desperdiçar dez semanas
Pra todo mundo pensar que estou me recuperando

Não é só meu orgulho
É só até essas lágrimas secarem

Tentaram me mandar pra reabilitação
Eu disse "não, não, não"
É, eu estive meio caída, mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber
Eu não tenho tempo
E mesmo meu pai pensando que eu estou bem;
Ele tentou me mandar pra reabilitação
Mas eu não vou, vou, vou...

(Amy Winehouse)